quando teus dedos tocam com cadencia os órgãos do meu corpo,
há na pele tão grande e maior deles impressa as digitais nuas, certas, em labirinto
que a pele recebe em frenesi por cada toque suave de som,
retumbante rememora os pretéritos encontros dos rostos
ao ouvido a frequência de um sussurro, enriquecido de tonalidades
que
poderiam ser pintadas a mão de artista, um quadro real de Frida,
esboço,
Picasso, Da Vinci
ao pescoço leves movimentos cíclicos,
ao peito o calor deslizando até a margem dos pés
que por pouco se entrelaçam a pernas de tenacidade
ao ventre de montanha, gomos de relevo sinto acalento de magma
mãos sobre mãos que se erguem aos céus demonstram comprazimento
dedos sobre dedos que pudessem tocam Vivaldi a grande distancia
inverno, outono alegro, verão adagio, presto
assim, bem assim sinto
ao pé do ouvido com vista que repara e devora a rima
assim, bem assim sinto
ao pé do ouvido com vista que repara e devora a rima
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